1 de julho de 2009

INFORME

Devido a importância dado pelo "paradebate.blogspot.com" à questão da obrigatoriedade do diploma universitário em Jornalismo, para exercício da profissão, e frente a linha editorial do blog, que não propõe debate específico nesse sentido, proponho visitas ao blog coirmão www.jornalistasdiplomados.blgospot.com que tem feito um excelente trabalho na divulgação de notícias pertinentes ao assunto. Eu como jornalista, e responsável pelo "paradebate.blogspot.com" continuo na luta junto a meus colegas de profissão pela obrigatoriedade do diploma, mas fora desse blog, entretanto aos interessados, não deixem de acompanhar as últimas notícias no jornalistasdiplomados.blogspot.com. O link do blog está no espaço, "PARADEBATE indica", no canto direito da página.

André Luiz Barros
responsável pelo blog

26 de junho de 2009

O mito

ASSISTA O CLIP:
Thriller
Black or White
Beat it
Ben
Billie Jean
I´ll be there
Earth Song
They don´t care about us
Bad
The way you make me feel
Ghost
You rock my world
Cry
´til you get enough


Homenagem "paradebate.blogspot.com" ao astro pop Michael Jackson (Gary, 29 de agosto de 1958 – Los Angeles, 25 de Junho de 2009)

24 de junho de 2009

Avaria analítica no MNBA, "Moedas na Areia" de César Barreto

Uma das fotografias de César Barreto


A esposição "Moedas na Areia", disposta no Museu Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro me fez refletir sobre o dinheiro enquanto matéria. Bom.. fui a exposição e saí de lá com a seguinte percepção meio avariada...

Desde que homem é homem, as relações de troca se mantiveram como trivial fonte de satisfação de prazeres e contenção de momentos de euforia do íntimo do "eu".

No Brasil, o escambo foi a mais peculiar e unfair desses sistemas de troca. Quatrocentos e cinquenta anos mais tarde, o pós-guerra instaurou o dólar como moeda, abolindo o padrão ouro. O metal que tinha valor em si mesmo ganhou dois genéricos de quinta categoria, as cédulas de papel e as moedas de níquel.

Na verdade ambas não sem qualquer valor, além de suas próprias representações impressas em seu corpo. Hoje o ouro vale "x" dólares, que valem "y" reais no sistema de câmbio flutuante adotado pelo Brasil na década de 90. É interessante notar como o valor na sua essência vem se desvalorizando e as relações de troca se amesquinhando sob notas de papel com desenhos que movimentam o mundo e seu capitlaismo selvagem.

Na esposição, o fotógrafo Cesar Barreto mostra 30 imagens de moedas coletadas na Praia Vermelha, na Urca. A mostra chama a atenção pelos efeitos visuais causados pelo desgaste natural dos objetos. Moedas corroídas, lixo explícito e bastante exposto há décadas sob o tempo, a maresia, o sol, o sal e o vento, escondidas na areia, guardadas no destino da praia Vermelha.

O dinheiro por si só, em matéria, não vale nada, o que vale é apenas, e somente isso, sua representação simbólica. Representação essa, que intacta, nas mãos do homem conseguem articular a cobiça e matar a fome, que acirram guerras mundiais e calam a paz. E daí eu me questiono: essas relações de troca são racionais? E afinal o valor de suas moedas estão nelas ou em você?

23 de junho de 2009

Artigo: Carta a Gilmar Mendes

Por Mario Marques, Jornal do Brasil (23/06/2009)

Senhor Gilmar Mendes, venho por meio desta contar-lhe algumas coisas. A primeira delas, a mais importante: não sou cozinheiro. Mesmo que fosse caberia muito bem, além do avental, uma formação acadêmica nessa alta gastronomia cada vez mais sofisticada e avessa a amadores. Mas o que tenho a dizer ao senhor, Senhor Gilmar Mendes, é que, como disse o ministro Joaquim Barbosa, o senhor precisa “sair à rua” para saber o que milhares de jornalistas formados e a se formar estão pensando do senhor.

Aqui mesmo, Senhor Gilmar Mendes, tenho dois estagiários que perderam o rumo diante de sua decisão soberana de dispensar o diploma universitário para exercício do jornalismo. Se o Senhor e seus pares queriam ajudar alguma empresa de comunicação, algum amigo, algum parente, o Senhor poderia ter posto nessa lei tosca a turma da antiga, os comentaristas de futebol, os apresentadores parasitas, os radialistas. Mas os jornalistas de formação, Senhor Gilmar Mendes, os que gastaram sapato, mufa, horas de suas vidas nos bancos da universidade, esses, Senhor Gilmar Mendes, entre os quais me incluo, estão fulos da vida.

Nós, Senhor Gilmar Mendes, viramos os palhaços do país. Não fosse nossa categoria já tão aviltada, com sindicatos fracos, omissos e nossas forças complacentes, ainda aparece o senhor, Senhor Gilmar Mendes, para destruir sonhos, credibilidade e tudo o mais que esta profissão carrega em sua história.

Andei fazendo umas contas, Senhor Gilmar Mendes. Somados mensalidades, passagens, alimentação, livros etc, eu e meu pai devemos ter gastado uns R$ 40 mil nessa brincadeira de faculdade de jornalismo. Dinheiro, agora sei, Senhor Gilmar Mendes, dispendido à toa. Quando engatei na quimera de ter o canudo em casa, Senhor Gilmar Mendes, todos me diziam que o jornalismo era a profissão do futuro.

Se eu soubesse que o senhor surgiria em meu caminho, Senhor Gilmar Mendes, teria escutado meu pai, que emitia um mantra a me acompanhar – “termine a faculdade de direito e ingresse num emprego público”. Tardiamente, vejo que ele estava absolutamente certo. Eu poderia, quem sabe, estar no seu lugar, Senhor Gilmar Mendes. E ter lutado contra essa iniciativa grotesca.

Achei, na minha vã ingenuidade, Senhor Gilmar Mendes, que os jornais e TVs se insurgiriam contra essa sua decisão já no dia seguinte. Que teríamos onde gritar contra este escárnio. Mas, depois, Senhor Gilmar Mendes, atentei para o fato de que provavelmente o senhor já teria, obviamente, um aceno simpático dos veículos. Nós, jornalistas, chegamos ao limite da humilhação. Se o senhor, Senhor Gilmar Mendes, quiser saber o que hoje os jornalistas pensam do senhor, Senhor Gilmar Mendes, dê as caras numa redação. Melhor: vá participar de um debate numa universidade, Senhor Gilmar Mendes. Saia à rua, Senhor Gilmar Mendes.

Porque nesta carta ao senhor, eu me recuso a reproduzir todos os seus argumentos e os de seus pares naquela fatídica audiência do STF para defender esse dejeto jurídico. As analogias absurdas, as metáforas cansadas, os lapsos de memória histórica, a ignorância no tema, a certeza do absurdo. Não dá para se perder tempo com o show de desconhecimento da profissão do jornalista. O papel é muito caro, Senhor Gilmar Mendes.


Publicação do texto com autorização do autor.

22 de junho de 2009

Ato público reune jornalistas e estudantes em desagravo a desição do STF

Cerca de 100 pessoas, entre jornalistas, estudantes de comunicação, professores e sindicalistas realizaram, pela manhã dessa segunda-feira (22), um ato público contra a decisão do STF que desregulamenta a categoria, acabando com a obrigatoriedade do diploma universitário para exercício do jornalismo. A concentração foi na Associação Brasileira de Imprensa, que junto com os sindicatos de jornalismo, estão engajados na luta pela sensibilização da sociedade e da classe política.

O diretor do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, Alberto Jacob Filho, informou que a preocupação da categoria é que pessoas com má intenção acabem conseguindo o registro. Segundo ele, desde a decisão do STF mais de 30 pessoas por dia têm procurado o sindicato para obter a carteira. Porém, o registro só é concedido para quem comprove o real exercício da profissão.

Um dos manifestantes estava vestido de cheff de cozinha, numa crítica a comparação feita pelo juiz Gilmar Mendes, que comparou a categoria a cozinheiros. Atos semelhantes foram realizados, no mesmo horário, nas cidades de São Paulo, Brasília, Teresina e Caxias do Sul.



Na Câmara dos Vereadores

Vestidos de preto em sinal de luto pela decisão e com apitos e cornetas, os protestantes foram recepcionados com o mau humor dos seguranças da Câmara dos Vereadores, na Cinelândia. Enquanto subiam as escadarias da sede do legislativo no Rio de Janeiro, a guarda fechou as portas do prédio. Mesmo assim os manifestantes fizeram seu protesto, reunindo novos seguidores que abraçavam a causa pelo caminho até o Palácio Tiradentes, na ALERJ, Assembléia Legislativa do Rio, onde terminou o ato. A passeata foi acompanhada pelo 13º BPM e policiais militares da delegacia do Centro.

- Esse é apenas o primeiro de muitos protestos. Essa é uma decisão extraordinária, é a primeira profissão desregulamentada no país, amanhã poderá haver outras. – dizia no auto-falante um dos dirigentes do protesto.

O próximo ato está marcado para amanhã, terça-feira (23), as 16h30 na sede da Fundação Getúlio Vargas, Praia de Botafogo, onde o excelentíssimo juiz presidente do Supremo Tribunal Federal vai dar uma palestra.





QUESTIONAMENTO DO DIA:

O legislativo, formado por um corpo de pessoas que nós cidadãos cariocas elegemos por voto direto, estariam dando às costas e fechando os olhos para nossa causa? Meus caros deputados, deputadas e vereadores não tentem fugir ou se abster do protesto. Acreditem, nós, JORNALISTAS COM DIPLOMA, continuaremos averiguando TUDO o que é feito com o dinheiro público do brasileiro, esse é um compromisso de nosso ofício com a sociedade. O exercício do jornalismo por não-portadores de diploma fere a ética profissional e quem mais perde é a sociedade.



17 de junho de 2009


Protesto contra a decisão do STF tirando a obrigatoriedade do diploma universitário para exercício da profissão de Jornalista!

O argumento do juiz Gilmar Mendes, que presidiu a sessão apontou a inconstitucionalidade da obrigatoriedade do diploma.

Opinião do dono do blog: Diploma no Brasil é um papel de "limpar regiões anais" qualquer. Quem tem, perde, quem não tem, tem 50 mil concorrentes que tem diplona, na frente na disputa de qualquer emprego. Ter diploma (de Jornalismo) agora é inconstitucional, só no Brasil meu Deus! Mas afinal de contas o que são os ensinos fundamentais, médio e superior em nosso país? Para que serve o diploma não é senhor presidente Lula, não sente orgulho por não ter nenhum e ter alcaçado o maior cargo da política da República Federativa do Brasil? Aliás para que serve a educação? É por isso que ela está como está? Viva a ignorância e ao amadorismo do jornalismo brasileiros!!

VERGONHA DE PUBLICAR ESSE PROTESTO, MAS ISSO FAZ PARTE DA BESTIALIDADE DA POLÍTICA E JUSTIÇA BRASILEIRAS QUE DE POLÍTICA E JUSTIÇA NÃO TEM ABSOLUTAMENTE NADA ALÉM DE FALCATRUAS, GOLPES, CONCHAVOS E LOBBIES. A PROPÓSITO, COMO O SENHOR, CARO EXCELENTÍSSIMO JUIZ GILMAR MENDES CONSEGUIU O PODER NO STF? SENÃO ME ENGANO FOI POR UMA "MOBILIZAÇÃOSINHA TUCANA" NÃO FOI? E SEU AVAL AO HABBEAS CORPUS DO BANQUEIRO DANIEL DANTAS NO CASO OPPORTUNITY? --- TEM BRASILEIROS QUE ESQUECEM, EU NÃO!!

15 de junho de 2009

Campanha "paradebate.blogspot.com" contra o desperdício de água!! Racione seu consumo de H2O hoje mesmo.

10 de junho de 2009

A famosa noite romântica do dia 12 de junho

Sabem como é dia dos namorados né? É um momento de reflexão espiritual. Os que estão acompanhados se questi- nam se esta realmente é a melhor mulher ou o homem de suas vidas.. quem está solteiro, se deprime e chora lágrimas de crocodilo.

Entre sorrisos e o pranto, o dia 12 de junho é o segundo dia de maior reflexão do ano, só perde pro Natal. E em movimentação econômica, está em terceiro colocado. Presentinhos, presentinhos.. beijinhos e carícias.. não adianta entre a fidelidade e a falsidade reina o império do amor plástico, do amor construído, do amor inventado.

E entre relacionamentos mortos e feridos, o motel salva todos. Dia 12 é dia de motel, não conheço nenhum casal maior de idade, auto sustentável, vacinado e adulto que não dê uma passadinha lá.

Aquelas cortinas lindas, cama redonda, espelhos, espelhos, espelhos.., um painel quase aeroespacial na cabeceira da cama com botões de rádio, TV, ar condicionado.. daqui a pouco vai ter botões de datashow, ipod.. nossa! (Cá entre nós, eu e aqueles botões nunca nos entendemos), mudo a rádio e o ar condicionado aumenta, diminuo o ar e liga a TV, desligo a TV e sintonizo na Rádio Catedral sem querer.

E na ansiedade pelo sexo, pelo instinto animal do bicho homem, uma coisa se perde: o real sentido do amor, do relacionamento a dois... A metelança está em alta.. mas não há nada pior do que depois de uma noite de fetiches e fantasias realizados, você ouvir do seu parceiro, depois de horas de silencio e ação: Foi bom pra você?

Não tem escapatória, quinta-feira a galera vai dar uma passadinha num desses estabelecimentos de aluguel de recintos para prática solícita do sexo casual, ou seja, uma rapidinha no motel. Meus amigos, escolham bem suas vestimentas, para não haver qualquer tipo de constrangimento, é bastante chato chegar naquele quarto frio que estiga o sexo, olhar as quatro paredes “bem decoradas”, dar uma folheada no cardápio de artigos eróticos, descartá-lo, tirar a roupa ao som de Lenny Kravitz e se deparar com aquela bela cueca furada que a vizinha pobre deu no aniversário do ano passado ou ainda com aquela calcinha bege bordada pela biza, né meninas. Vamos ousar, já que o amor saiu de moda, pratiquem sexo, pode ser aquele sexo animal, mas pelo menos com o mínimo de vaidade.

Rapazes não pensem que sua namorada vai querer fazer sexo anal só porque é dia dos namorados; meninas acreditem em mim, eles não vão te levar pra lá pra te pedirem em casamento.

Aaaaaaaaa e USEM CAMISINHA!! Não quero ser padrinho de filhos de amigos que ainda não tenham uma renda média per capita mensal menor que oito salários mínimos.



ALGUMAS DICAS INTERESSANTES:

Zona Oeste: Motel Top Kap

O Motel Top Kap está localizado na Av. Brasil, zona oeste do Rio de Janeiro. Possui suítes muito confortá- veis e ótimos serviços. Destaque para a cozinha 24h. Tem ponto de taxi em frente.



Zona Norte: Motel Carícia

Descontos incríveis de até 50% de domingo à quinta-feira.

Promoção Bons de Cama – para locações acima de 5 horas. (Energiaa pessoal.. energia)

Rua Clara Nunes, 250 – Madureira

http://www.cariciahotel.com.br/





Zona Norte: Gallant Hotel

O Gallant Hotel honra-se em dispor ambientes aconchegantes e modernos para se desfrutar momentos inesquecíveis de prazer e bem-estar. Os serviços contam com uma equipe de fucionários treinada e qualificada.

(Esse texto eu tirei na íntegra do site, é quase uma empresa de construção civil de Manhattan, como se treina camareiras de motel? Em francês? Existe intercambio para porteiros de motel?)

Rua Joaquim Palhares, 411 - Praça da Bandeira

http://www.gallant.com.br/





Baixada Fluminense: Flash Motel

Noite da Pizza – você alugar o quarto por três horas e ganha uma pizza gratuitamente, mas atenção!! essa promoção é valida apenas para os sabores de mussarela, calabresa e marguerita.

(Pergunte a menina se ela tem alergia a queijo antes, senão fudeu.. aaa mas foda por foda...)

As suítes tem nomes de pedras preciosas e a mais barata custa 45,00.

Avenida Tupiniquins – Baixada Fluminense

http://www.flashmotel.com.br/



Zona Norte e Centro: Motel Flash

Os preços variam entre 39,00 a 137,00. Nesse site você pode se cadastrar e ser vip, recebendo informativo com promoções via e-mail e ganhar descontos especiais. Piscina em formato de aquário e um cardápio de artigos eróticos para todos os gostos.

(Pra você que quer brincar de Tubarão e sereia é uma ótima oportunidade).



Zona Norte: Champion Motel

O site do motel oferece o sistema de e-flyers para você se programar antes e ganhar des- contos incríveis na hora H. Você ainda pode se cadastrar no site e concorrer a prêmios (que tipo de prêmios, uma noite de sexo tântrico com a amante, camisinhas large size gratuitas, ou um forninho microondas da Ricardo Eletro??) e receber informativos exclusivos via torpedo (incrível isso hein moçada). No site você também encontra um Box, onde você pode convidar via e-mail seu parceiro.Os preços variam de 49,00 à 199,00.

http://www.championmotel.com.br/



Zona Sul: Vips Motel

Para você que é rico ou está com grana para investir numa noite tarada. O Vip´s Motel fica no Leblon, de frente para a praia. Promoção: Ganhe um espumante reservando uma suíte no seu aniversário, noite de núpcias ou aniversário de casamento mediante comprovação por documento.Reservas Online.

Av. Niemeyer, 418 - Leblon

http://www.vipsmotel.com.br



Se não gostou de nenhuma, visite: www.nomotel.com.br

6 de junho de 2009

Bangu Atlético Clube início do século XX - Rio Antigo

Sofia M.,

Amor do meu coração... quem diria msm que iriamos nos tornar tao proximos. Menina que eu amo, vc é um misto de amiga, de quem gosto muito. Eu vivo pensando em vc!! sempre, sempre, sempre, falo d vc pra todos. Não sei o que eu vi em vc de tao encantador, mas é a mais pura verdade. Desde que te vi pela primeira vez, vc me deixou "apaixonado", apaixonado por esse seu jeitinho de enrolada, meiga, engraçada, desjuizada, esse seu rostinho de anjo que apronta, esse seu jeito carismático que a cada dia me conquista mais.
Muitas meninas e paixonites passaram pela minha vida nos ultimos tempos, todas elas foram, vc nunca!
Te adoro muito! talvez vc n saiba o quanto eu gosto de vc, não tem problema, um dia eu te mostro o quanto. E mesmo que não acredite, ficarei feliz porque sem mentira, pode perguntar a quem vc quiser, todos do meu circulo de amizades ja ouviram falar da Safía, essa amiga linda e apaizonante que eu tenho.
Te amo.


(O Diário da Manhã, Rio de Janeiro - 09 de agosto de 1906)
Primeira carta

5 de junho de 2009

Orla da Praia de Copacabana no início do século XX, Rio Antigo

Para Sofia M.,

[...] saudades daqueles seus doces lábios molhados, que me calavam aos beijos e sussurravam em meu ouvido o que eu queria ouvir. Não sabia que iria ter sido a última vez. A noite linda pontilhada de estrelas, o mar sereno de Copacabana. As crianças brincando no calçadão pedindo irrequietas com um saco de pipocas na mão, um balão de gás em formato de chupeta colorida. O escurecer da tarde quente e aconchegante nos teus braços, envolvido no carinho, olhando no fundo daquele lindo par de olhos amendoados. Seu rosto do lado do meu, seu abraço apertado contra o meu peito. Faria tudo pra senti-la outra vez, entre minhas pernas, sentir seus beijos, andar de mãos dadas pela orla. Ir as alturas numa roda gigante, comer algodão doce, viver a criança apaixonada que existe dentro da gente, sentir aquele amor adolescente cego e cheio de devaneios. Queria dar-lhe um último adeus, breve, sereno, um último beijo apaixonado de quem te amou de verdade. Pisar descalço na areia da praia, desenhar nosso nome com o graveto na terra molhada, correr ao encontro da felicidade contigo. Se soubesse que aquela seria a última vez, talvez teria sido ainda mais inesquecível. Teria te dado o mais saboroso dos beijos com gostinho de maça do amor, o mais afetuoso dos abraços. Foi perfeito saber que você veio de longe pra me ver, se aventurou pelas ruas da cidade, perdida, insólita numa tarde do verão carioca, ansiosa pra cair no meu peito, me dar um selinho e dizer um “oi meu amor”. Ficar num banquinho na orla, feliz ao seu lado, e ouvir de uma senhorinha que passava naquela hora, “que o amor é lindo”, e era mesmo. Eu sei que você sentia algo, eu ainda sinto. Ontem, mais uma vez me dei conta, quando perdi o sono de noite e fiquei rodando de um lado pro outro da cama me dando conta que dessa vez foi pra sempre, chegou ao fim. Te amei como nunca amei ninguém e isso ficará eternizado naquela linda tarde de fevereiro, eu, vc e as gaivotas da Avenida Atlântica...

Até qualquer dia desses..



(O Diário da Manhã, Rio de Janeiro - 5 de junho de 1909)