E de quatro em quatro anos é a mesma bizarrice, o país semi-analfabeto político pára pra gritar pelos gols da copa e cala-se diante das eleições presidenciais. No Brasil é assim, ano de escolha de chefe de estado é também ano de escalação da seleção brasileira. Entrando no clima de festa, irresponsabilidade e descompromisso social, o PARADEBATE.BLOGSPOT.COM faz um troca-troca idiota. Esse ano já fica a frustração da brasileirada, Lula, o siderurgico, não pode mais se eleger e Ganso e Pato ganharam cartão vermelho antes de entrar em campo. E os animais parecem estar fora da copa e do congresso. Titia Marina Silva ainda os defende, e pelo PV tenta agremiar alguns votos sob seu vocabulário interdisciplinar, intertranscendente, internupcial.. KAKÁRALEO.. enfim, Kaká sim, esse sim foi escalado, talvez por ter se casado virgem (dizem as más línguas), não é Mr Alexandre Pato, que mal casou e já descansa sua cônjuge sobre processo judicial de separação letigiosa. Fofocas a parte... 'PAC pariu'... oopss.. quer dizer foi parido, por nosso ex president and our almost future fergilicious do botox e das perucas, Mrs Roussef, a petista marrenta que deita-se sob os frutos dos números expecionais da economia brasileira, herdada de Mantega (a quem atribuo o mandado, apenas interessante, do nosso líder sem dedo) para se posicionar como a nova candidata do povo. Se os meninos do Santos não tiveram sorte, o tiozão de sampa eliminou o Aécio de BH numa linda disputa ' a lá Republica Café com Leite' e se saiu melhor na largada tucana rumo a cinquentona Brasília de JK. Zé Serra tá aí minha gente! Cheio de promessas, é o rodoanel, os metrôs da maior capital brasileira, os genéricos e vamo que vamo. Ô Dunga, se elege aí meu filho, pelo menos o povo brasileiro conhece teu currículo po: jogou em 1994, é sabichao, firme e forte, cara bonito, conquista a galera, só faltou ter agradado a marmanjada com os selecionados para a copa. Como em pais de futebol, presidente é porcaria e eleições é pilantragem, nosso blog resolveu apresentar, talvez pela primeira vez, nossos pré-candidatos a presidência da República Federativa do Brasil, aquela pessoa, eleita por nós, com voto direto e secreto, para governar nossa nação por 4 anos, até a copa de 2014 que será aonde? Aonde? Aqui no Rio... E se em meados de maio de 2010, o povo mal conhece em quem pode votar, em 2014, no mínimo, nem heverá em quem votar, estaremos todos entertidos com a copa do mundo, aquela competição que parece mudar a realidade social brasileira, estabilizar a economia, manter as relações diplomáticas e sustentáveis... mas isso não se chama política? Enfim... somos 193,2 bilhões, crescemos 112 bilhões desde nosso tricampeonato mundial há 40 anos, ou seja, três argentinas cheinhas de Maradonas. Pena que só 23 jogadores podem ser levados pra África do Sul, senao a concorrencia seria acirrada e exatamente de 8399999999,9565217 391304347826087 (é serio, eu fiz os calculos certinhos), ou seja de 193,2 menos eu. Sou brasileiro, rubro-negro, anti-PT, extremamente contra a alienação verde e amarela frente ao futebol e sim, faço parte dos 6% da pesquisa Datafolha que não responderia se gostei ou não da escalação da seleção brasileira para a Copa de 2010.
Caros blogueiros e visitantes do "paradebate.blogspot.com" fico feliz em convidá-los para o lançamento do livro TALENTOS EM PAUTA no qual eu tive o privilégio de participar com um de meus textos publicanos no site do jornal 'O Estado RJ'. Conto com a presença de todos no próximo feriado, dia 21 de abril, as 16h na Av. Mem de Sá, 126 na Lapa.
A solidão é um cafezinho crú e do brabo, Falta água morna na chícara, E um punhado de açúcar mascavo.
As vezes ela bate, Grande e marota, Parece querer que nos mate, Devagar, bem escrota
Ao redor ninguém, Bate euforia, bate um zen, Irritante e perturbador, Seria isso falta de sexo? De carinho? ou de amor?
Das respostas possíveis, Apenas uma é sensata, Também quase nos mata, Senao pela ausência é pela dor, Se falta arrepios, gemidos e suor, Falta calor contra o frio de estar só.
Ou é ou não é, Ou você corre atrás de quem você quer, Ou se contenta com a chícara de café.
1 de janeiro de 2010
01/01/2010 - Confraternização Universal
"Viva sem medo de errar, erre e aprenda e aprensa assim, a viver"
Trabalho apresentado pelo aluno André Luiz Barros para obtenção de grau da displina Laboratório Experimental II, do curso de pós-graduação lato sensu de Jornalismo Cultural da UERJ
“O mais importante na vida é não ter morrido. Amo a vida, mesmo quando a odeio. Se tivesse sido consultado, não teria desejado vir ao mundo, mas, já que aqui estou, vou demorar-me tanto quanto possível. Viver é nascer lentamente. O homem procura a sua densidade, e não a sua felicidade. A consciência é uma doença. Ter um corpo é uma grande ameaça ao espírito.”
Paulo Mendes Campos
A Crônica:
A crônica tem como ponto de partida histórica o início da era cristã, quando eram usadas para registrar relatos dos acontecimentos da época. A partir do Séc. XIX, a crônica se aproximou das características do conto e da poesia, gêneros mais antigos. Ultimamente ela é tida como um registro poético e muitas vezes, irônico de assuntos relacionados, em sua maioria absoluta, a eventos do dia-a-dia.
De acordo com Angélica Soares, no livro Gênero Literários, a crônica se utiliza de diversas ferramentas, do diálogo, do monólogo, da alegoria, do verso, de personalidade ou fatos reais, de personagens ficcionais, etc., contradizendo a falsa ideia de que esse gênero é baseado apenas na reprodução de fatos, como as reportagens que fazem isso com primor, o que lhes ajuda a garantir um título injusto de menos importância dentro dos gêneros literários. “É uma forma poética de captar o instante e torná-lo mais perene, eterno”, diz a autora.
A crônica possui algumas características bastante especificas: faz uso da narrativa informal, familiar e intimista; usa uma linguagem coloquial; tem sensibilidade no contato com a realidade; usa de algumas doses de humor com freqüência; costuma ser um texto leve e sintético; discorre sobre fatos modernos e do cotidiano e possui uma natureza ensaística em que a narração é feita em ordem cronológica.
O gênero está dividido em duas categorias: jornalística – que está ligada ao momento e se torna datada, e literária - como é o caso de Paulo Mendes Campos, que ultrapassa a narração do cotidiano e resiste ao tempo.
Entre os cronistas mais famosos, destacam-se: Machado de Assis (em seus folhetins), Olavo Bilac, João do Rio, Drummond, Eneida, Millôr Fernandes, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Rubem Braga e Sérgio Porto.
Apresento-vos: Paulo Mendes Campos
Segundo informações do ‘Projeto Releituras’ do jornalista Arnaldo Nogueira Junior, o autor nasceu na capital mineira em 1922 e carregou consigo toda a nacionalidade e modernismo da famosa ‘Semana de Arte Moderna’ do mesmo ano. Chegou a estudar Direito, Odontologia e Veterinária, na década de 1940, mas não concluiu nenhuma das graduações.
Anos mais tarde, para sustentar a família, dedicou-se a tradução de textos em francês e inglês, foi repórter e até redator de peças publicitárias. Devido à dedicação às letras, em meados da década de 40 chegou a ser diretor do suplemento da Folha de Minas e colaborador de O Diário e O Estado de Minas. Participou do I Congresso Brasileiro de Escritores, em 1945, ano em que passou a viver no Rio de Janeiro, a princípio como funcionário do Instituto Nacional do Livro. Passou a redigir textos para o Correio da Manhã (entre 1946 e 1948), ao lado de Álvaro Lins, Graciliano Ramos e Mário Pedrosa. Publicou seu primeiro livro de poesia, A Palavra Escrita, em 1951.
Nas décadas seguintes publicou vários livros de crônicas, entre os quais O Cego de Ipanema, O Colunista do Morro e O Amor Acaba: Crônicas Líricas e Existenciais. Em 1966 recebeu o prêmio Alphonsus de Guimaraens, concedido pelo Ministério de Educação e Cultura, pelos livros de poesia Testamento do Brasil e O Domingo Azul do Mar. Sua obra poética, vinculada à terceira geração do modernismo, inclui ainda os livros Poemas (1979), Diário da Tarde (1981) e Trinca de Copas.
O autor faleceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 1° de julho de 1991, aos 69 anos de idade. Em sua homenagem, a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro batizou com seu nome uma pequena praça num cruzamento entre as ruas Dias Ferreira, Humberto de Campos e General Venâncio Flores, no Leblon, Zona Sul da cidade.
O ensaísta e doutorando em Letras Comparadas, DLCV-FFLCH-USP, tem o autor como um verdadeiro cronista-poeta que vivia como personagem e protagonista de sua própria obra, vivendo o que escrevia e escrevendo sobre sua vida. O autor apaixonado pelos dias de domingo, tinha como temas de obsessões: a morte, o amor, a memória, a experiência do poético e a leitura da poesia.
‘A morte’ na crônica:
Os avanços da medicina têm prolongado cada dia mais a expectativa de vida no mundo, por outro lado, problemas sociais como a fome, a miséria, a violência acometem essa mesma população todos os dias. A vida, a saúde e a morte estão diretamente conectadas e fazem parte do cotidiano de todos que diariamente fogem desse fim que não tem hora certa e determinada pra chegar. A ansiedade a aflição proveniente dessa incerteza, fez com que a literatura usasse e abusasse do tema, nos contos, em poesias e romances, sua presença é freqüente. Uns tentam amortecer a dor da perda através das letras, outros narram através de um eu - lírico morto como é sentir a morte, há aqueles que discorrem sobre a morte de terceiros, a agonia dos entes próximos e dos mais chegados e ainda àqueles que dissertam liricamente sobre o tema extraindo seu lado místico, lúdico e abstrato. A morte é uma experiência incompartilhável e é exatamente por isso que é tão expressa na arte, porque já que podemos experimentá-la apenas uma vez, porque não senti-la através do cinema, da pintura e da literatura usando nossos cinco sentidos enquanto vivos? E é exatamente por isso que a morte na arte é tão expressa e tão assistida.
A crônica, no entanto, adotou o tema e usa essa parte do ciclo vital tão normal e que acomete milhares de pessoas por dia em suas entrelinhas. Praticamente todos os autores já trataram do assunto, principalmente por se poderem extrair das mais empolgadas risadas ao mais profundo pranto, por se tratar de algo rotineiro, que faz parte do cotidiano do mundo, e que nos tange diariamente. Talvez a morte seja nossa incerteza mais certa, já que, como diz a velha máxima, “para morrer, basta estar vivo”.
‘A morte’ nas crônicas de PMC:
No livro ‘O amor acaba’, podemos observar a pluralidade temática do autor. Entre lamúrias de uma adolescente de quinze anos, a narração do voo de um pequeno pássaro sobre a cidade do Rio de Janeiro, o amor e o fim dele ou a morte física e espiritual, o autor nos desconcerta com narrações do cotidiano, através de um olhar lírico e poético sobre o mundo e seus devaneios. O talento do autor pra poesia acaba fugindo pelas linhas das crônicas que nos tocam, nos fazem rir e em determinados casos ficar revoltados ou aflitos.
Para a mestra em Letras (Literatura Brasileira) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e doutora em Literatura Comparada - Semiologia - Université de ParisVII, os temas explorados nas crônicas de Paulo Mendes Campos, “vão das reminiscências da infância às experiências adultas, percorrem o solo de uma escrita boêmia, urbana, poética e, principalmente, moderna... que sofistica a narrativa cotidiana, representando-a de modo a reforçar o imaginário criado em torno de suas personagens”.
As crônicas “Em face dos mortos”, “Últimos apelos” e “Encenação da morte” mostram a busca do autor por desbravar o tema, não que sua obra seja fúnebre, pelo contrário, a ironia se vê presente em todo o livro, mas a morte, o fim e o adeus, são praxe nos textos. Outras obras, como “O medo”, “A arte de ser infeliz”, “Anatomia do tédio” ou “Porque bebemos tanto assim?”, põem em voga as fraquezas do homem, que acabam levando-o a esse fim espiritual. De uma maneira ou de outra, a antítese vida/morte é carregadas pros textos do autor, seja na volúpia da menina virgem galopando em seu cavalo ou no término de um amor que nos acomete em qualquer segundo, como na crônica “O amor acaba” que deu nome ao livro.
O tratamento dado por ele ao tema pode ser observado também em outros livros, poesias e crônicas de sua autoria. Em “Os lados” dizia: Há um lado em mim que já morreu./ Às vezes penso se esse lado não sou eu. Já em “A morte”, escreve: “Vai comigo a morte, vou comigo à morte, concluindo: Morte, tens em mim tua vitória”.
Duas crônicas em especial retratam bem a maneira nem tão mórbida, até o contrário, às vezes cômica e realista, que o autor lida com o assunto.
Em “O canto fúnebre do carioca”, o texto possui um fundo hedonista com lembranças do passado do Rio e da figura do carioca e sua boemia. Um tom de nostalgia e crítica vai de encontro à tranqüilidade do passado. A forte presença de cenas do cotidiano ajuda a forjar, simular e convencer o leitor acerca da morte do carioca e do próprio Rio Antigo. Partindo da época do Brasil-Imperial, o autor discorre:
“Outrora morei num reino a beira-mar. Rosas floriam no Flamengo, jovens eram os arranha-céus e os telefones, os recados me chegavam do Largo do Boticário, do bar do Palace, do Joá, dos terreiros da Mangueira”.
O trecho deixa de forma quase poética a saudade do autor pelo passado histórico do Rio de Janeiro perdido hoje pela poluição sonora e visual das grandes cidades do mundo que cresceram pra frente, pros lados e para cima sem muita programação. Noutro instante Paulo Mendes Campos descreve a derrocada e uma série de transformações que modificaram a estrutura da cidade do Rio de Janeiro no começo do século XX.
“Perdi-me na esquina da rua Gonçalves Dias em 1928, desabei com o Morro do Castelo, afoguei-me nos mangues de 1935.”
E continua:
“... corroí-me nas maresias da Barra, esvaí-me em tosse, esbati-me em treva, desbaratinei-me nas encruzilhadas da macumba, fui mastigado pelos peixes, desintegrei-me numa catástrofe aérea, esfarelaram-me as unhas dos agiotas, atassalharam-me as marretas imobiliárias, sufocaram-me os malignos, roeram-me os caninos dos vereadores...”
A crônica de meados do século XX, narra as mudanças ocorridas na então capital do Brasil, e mostra o esfacelamento do Rio Antigo, de forma cronológica e seguida de fatos verídicos que para o autor repercutiram no esfacelamento da cidade, que era vista no passado como um paraíso para PMC. O tom de nostalgia escrito de forma seqüencial percorre todo o texto e finda por sacramentar não a morte de uma pessoa, mas de uma alma, a alma carioca.
Já em outro texto, interessante notar na crônica “Encenação da morte”, também integrante do ‘O amor acaba’, como Paulo Mendes Campos, usando do eufemismo, busca humanizar a vida e a morte deixando claro que elas não são bem coisas impalpáveis, e mostrando-nos que podemos experimentá-las enquanto sãos. O autor nos põe como objeto de conquista, na constante guerra, literalmente física através de nosso corpo, entre as duas, com o objetivo principal de nos capturar.
“Somos uma espécie de troféu de uma luta freqüente entre a vida e a morte”
Importante notar a atualidade do texto quando ele diz:
“As mortes que perseguem a infância são em geral grossas e estúpidas”.
O trecho nos leva imediatamente à nossa atual situação de violência urbana vivida no Rio de Janeiro. O conteúdo dessa crônica é construído sob uma análise metafórica e figurativa em que o autor participa da narração através do conto de experiências pessoais.
Breve conclusão:
A leitura de textos, somada à história do autor e passagens de estudiosos da literatura brasileira nos ajuda a ler a ‘morte’, tal qual é escrita por Paulo Mendes Campos. O autor trabalha de forma abstrata o tema, não escrevendo sobre a morte física de fato, mas sobre a morte da alma, ou trabalhando a morte e os espíritos como coisas palpáveis que podem ser enxergadas. A morte para PMC tem vida, é um paradoxo, mas bastante visível em seus textos. A morte fala, anda, se comunica e faz história. A vida e a morte são com freqüência humanizadas e tem voz e agem como se não fizessem parte do ciclo vital humano, e sim da própria vida do homem. Além disso, o tema não é visto como tragédia e sim uma conseqüência do próprio ato de viver, bate-se a nostalgia e a saudade mas nunca a tristeza ou a revolta.
DIA 20 DE NOVEMBRO - DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA (Dia de todos aqueles que como eu, se declaram filhos de Zumbi dos Palmares, desse grande líder brasileiro, que lutou pela beleza e liberdade de nossa negritude)
É de lei! Mal novembro começa e no intervalo da novela das oito um jingle nos acomete. Docinho, docinho, pelos ouvidos... e de repente... “Já é Natal na Leader Magazine... 100 milhões de dias pra pagar, é bom você aproveitar!!”. Esse ano o Natal parece que vai ser gordo, a marolinha de Lula já passou e a maré parece estar pra peixe. O IPI da linha branca continua reduzido até 31 de janeiro de 2010 e o comércio registra alta pelo quinto mês consecutivo em setembro, a Petrobrás escavou mais um buraco em Tupi com sucesso, 18,5 milhões de pessoas ascenderam seu poder aquisitivo nos últimos três anos no Brasil, a moeda está valorizada, a taxa de juros básica (Selic) ainda é alta, mas estagnada há um tempinho... As noticias são boas e aparentemente animadoras. Mas e o bom velhinho?
A crise mundial está se abrandando, mas parece que ele está inseguro, ouvi dizer que Papai Noel esse ano vai abrir a mão pra geral, mas vai desembolsar um extra para investir em ações. Encontrei com ele no IBGE e ele me disse que o IPCA (o meu queridinho, sim) vai dar um empurrãozinho esse ano. O índice de inflação oficial usado pelo governo registrou alta, mas o que puxou a aceleração foi o álcool, o que não interfere no transporte do Papai Noel, já que quem carrega ele de um lado pro outro são renas e elas não são total flex, muito embora esses bichos sejam comumente confundidos com viadinhos Bambi.A mesa estará farta, afinal o fogão de seis bocas vai sair, pelo menos até janeiro, e o Chester, engordado o ano inteiro tadinho, vai pra mesa, talvez até duplicado, o grupo dos alimentos registrou leve deflação no último mês.
O IOF vai ficar, junto com aqueles pratos de frutas pintadas que só saem do armário em dezembro e pra lá voltam no dia 26 do mesmo mês. O Real está indo de vento em poupa, tendo quedas ralinhas, mas estável, bom pra quem quer conhecer a derrota norte-americana, viajar pros EUA agora é excelente ideia.
Esse ano foi o ano da zebra, Clodovil Hernandes, Dercy Gonçalves e Michael Jackson se encontraram com Jesus (ou com o diabo, quem sabe?) e um helicóptero chegou a ser abatido no Afeganistão... oops no Rio de Janeiro. Mas Papai Noel não está nem aí, ele acompanhou a saga da cidade da música na Barra e seus 500 milhões de reais pra semiconstruir aquele elefante cinza, como é popularmente conhecido o neo-antro da cultura erudita de nossa cidade maravilhosa, que por sinal está mais gay do que nunca, ganhou até o título de melhor destino gay global pela MTV.
Enfim... a Petrobrás continua quebrando a cabeça pra tirar leite de pedra.. oops petróleo de pedra... oops petróleo do pré-sal, quase pedra e não é que a filha da mãe consegue tirar isso lá de baixo! Podia tentar tirar os corpos do acidente da TAM que estão no Atlântico. A essas famílias o bom velhinho não poderá garantir o melhor dos presentes, a Justiça. No Brasil, nem sempre a Justiça tarda e não falha, aqui ela sempre tarda, tarda bastante mesmo, e às vezes falha!
Eu sei que nesse ano a classe média e a pequena burguesia, agora infladas com o pessoal que enriqueceu do nada, vão gastar mais. Estão previstos a injeção de R$85 bilhões na economia brasileira só com o décimo terceiro. Tudo bem que o pessoal vai começar o ano fufu... mas isso é de lei.. e olha que Papai Noel não estará aqui para dar os lápis e canetas pras crianças no início das aulas não hein moçada.
A economia está felizinha e a Dilma vai se eleger ano que vem como candidata a presidência. Nãooooooooooooo! PAC não chegou em Bangu e nem perto daqui. O bom velhinho me disse que esse ano o natal será mais poupudo e bastante diferente.
Vamos trocar a cafona “Noite Feliz” tocada em teclado quando pequeno pela minha prima e ceiar ouvindo o arrojado ”Bota com raiva, bota com raiva!!”e comemorar a pseudo-tsunami passando o Mantega no piru.. oops! Passando manteiga no peru e botando com raiva ele para assar no fogão de seis bocas novo. Kk
Aaaaa e o Papai Noel, ele é brasileiro, e está dentro milhões de pessoas que subiram de vida de acordo com o Ipea, ele vai abrir uma caixinha nas Ilhas Caimãs e passar a noite fumando charutos cubanos com uma boa garrafa de Chandon do lado.
3 de novembro de 2009
Homenagem ao grande antropólogo do século XX, o belga Claude Lévi-Strauss, que morreu aos 100 anos no último dia 31 de outubro.
"O mundo começou sem o homem, e terminará sem ele", por Lévi-Strauss, em 1955.
Carta enviada a Arquidiocese do Rio de Janeiro em protesto à medida que baniu minha conclusão do sacramento do Crisma na Paróquia de São Lourenço e Nossa Senhora de Fátima. Rio de Janeiro, 28 de outubro de 2009
Vossa Senhoria Reverendíssima Mons. Luiz Artur Falcão,
A comédia Tartufo, de Moliére, tão condenada pela Igreja Católica no século XIV, por ter como protagonista um integrante do clero um tanto quanto dissimulado, parece ter saído das páginas da literatura francesa e ganhado vida própria numa das paróquias do vicariato da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Digo isso, porque hipocrisia, injustiça e falsos religiosos parecem ter acometido a Igreja que freqüento, em Bangu.
No final do ano passado me matriculei no curso de Crisma, juntamente com uma amiga e minha irmã. Por elas terem passado pelos mesmos problemas e termos ligação afetiva e familiar bastante forte, tomo a liberdade de narrar nas próximas linhas nossa triste jornada na Crisma 2009 na Igreja de São Lourenço e Nossa Senhora de Fátima.
No começo íamos de fato com muito prazer, até para minha surpresa, pois nunca freqüentei a Igreja com tanta assiduidade, mas aquela tinha realmente sido uma forma feliz de voltar a freqüentar as missas e aproximar-me ainda mais de Deus. Entretanto passaram alguns meses e começamos, eu, minha irmã e essa minha amiga, a sentir certo preconceito devido a fatores bastante fúteis e dispensáveis. O propósito inicial de comunhão estava sendo perdido, junto com nossa vontade de freqüentar o curso, muito embora, tenhamos ido até o último dia.
Durante o curso, ministrado por uma ex-praticante de religião afro e da cartomancia, fomos por vezes, postos em voga e criticados por adotarmos em determinados casos uma postura às vezes indagadora, devido em especial, ao fato de já sermos alunos universitários e termos, por naturalidade, maiores questionamentos. Nossas perguntas eram freqüentes, mas jamais faltavam com o respeito ou iam contra os dogmas da Igreja, apenas eram dúvidas pertinentes aos temas tratados e os questionamentos, eram sem dúvida nenhuma, questionamentos de outros alunos, que preferiam absterem-se das dúvidas e encarar o silêncio e a alienação. Gostaria de deixar claro, que desde o começo, esse comportamento foi atribuído e relacionado pelos coordenadores e catequistas, ao nosso grau de instrução. Eu sou jornalista e faço pós-graduação em Jornalismo Cultural na UERJ, minha irmã, Luana, faz Fonoaudiologia na UFRJ e Farmácia na CEFETEQ, ambas federais, e minha amiga Andressa, estuda na UniverCidade e cursa o segundo período de Relações Internacionais. Afirmo, com total seguridade, que o fato de sermos alunos do ensino superior não interfere em nossas crenças. A perseguição por conta disso foi bastante acirrada, a ponto desse assunto ser mencionado por vezes durante as palestras, inclusive pelo próprio Padre, que por sinal, também freqüentou a Academia.
Também no decorrer do Crisma, um fato nos deixou bastante incomodados, e esse foi o estopim para que fôssemos banidos de completar o curso e recebermos o sacramento. Num dos retiros realizados pela pastoral, um jovem de 16 anos, que por sinal é bastante conhecedor da palavra de Cristo e inclusive vemos com freqüência no altar durante as missas, lidando com instrumentos sagrados por ser coroinha, numa conversa informal, faltou com respeito para conosco (me incluo por ter me ofendido perante a maneira com que se referiu a minha irmã). Usando palavras de baixo escalão, termos extremamente vulgares, que fico envergonhado em pronunciar, sugeriu que minha irmã e minha amiga, caso ainda não fossem puras, teriam excelentes performances sexuais assim que a praticassem; narrou experiências sexuais bizarras e extremamente constrangedoras dentro da própria Igreja; e disse conhecer a beleza da genitália feminina através dos pés, apontando para os pés das meninas que estavam a seu redor. Gostaria de deixar claro, que usei o eufemismo para descrever a fala do rapaz, já que os termos usados por ele, estão muito longe desse grau de discrição e respeito. O jovem ainda acusa abertamente o pároco da Igreja de ser um mercenário e só pensar em dinheiro. Como um coroinha se manifesta dessa forma?
Chegamos em casa, contamos a nossa mãe, e pedimos para que não fôssemos ao segundo retiro já que a experiência espiritual havia sido completamente deixada de lado por termos sido abordados por tamanha ofensa. O retiro, que foi massivamente tratado como obrigatório, teve nossa ausência justificada por nossa mãe uma semana antes. A justificativa foi aceita pela coordenadora que não se manifestou contra. Deduzimos que nossa falta havia sido abonada.
Uma semana depois, fomos até a reunião do Crisma, como de praxe, e a mesma coordenadora não aceitou a documentação exigida para completarmos o curso alegando que havíamos sido retirados do grupo do crisma devido a nossa falta (justificada) no retiro. A situação constrangedora foi até o Padre da Igreja, a Vossa Referência Padre Marcelo, que recebeu minha mãe, minha irmã e eu com total arrogância e um discurso bastante irônico, afirmando o que já tínhamos ouvido da coordenadora.
Ao questionar nossa saída com o Padre, ainda fui informado que havia sido feita uma negociação, uma barganha acerca das faltas dos alunos: quem fosse ao retiro teria as faltas abonadas. Em alguns casos, quatro meses de ausência das classes foram justificados pelo simples fato da pessoa ter ido ao retiro. E daí fica a pergunta: Com que propriedade a coordenação do Crisma, sob responsabilidade de nosso Padre fez isso, sabendo que o Crisma baseia-se no Catecismo da Igreja Católica e no Livro da Crisma que permite o crismando faltar apenas até 25% do total de aulas?
Gostaria de ressaltar ainda, que eu, Andressa, e minha irmã, fazíamos parte de uma pequena gama de no máximo meia dúzia de jovens que participavam ativamente das classes, lendo trechos da Bíblia quando solicitados e apresentando os trabalhos em grupo. Além disso, eu e minha irmã e apenas mais um dos 40 jovens desse grupo de Crisma, entregamos um trabalho obrigatório acerca de outra pastoral. Além da discriminação por nosso grau de instrução, por vezes, ouvi críticas da catequista acerca da marca do meu tênnis (Adidas), que por sinal, é da mesma nacionalidade de peças de roupas e acessórios que o próprio Padre Marcelo veste.
Passado o ocorrido já não pretendemos concluir o Crisma, mesmo que não tivéssemos sido banidos pelo Padre. Cumprir um sacramento diante de toda essa situação é completamente infundado e sem sentido.
Gostaria de humildemente questionar:
* Faltar a um retiro mesmo com justificativa é pior do que faltar com o respeito a fiéis dentro das imediações da Igreja, usando termos vulgares e eróticos?
* O histórico religioso da família e a conduta do crismando durante o Crisma e sua participação não são levados em conta nessa hora?
* Fazer perguntas sobre temas em discussão, só por serem polêmicos é proibido dentro da Igreja?
* Onde está a vocação de nosso Padre, que nos atendeu com total frieza e arrogância?
* Como as catequistas devem ser preparadas para ministrar o Crisma? Ouvir, na íntegra e exatamente com esses termos, que “homossexuais são animais” e que “camisinha não previne DSTs, sequer a AIDS” é bastante complicado para quem tem acesso à informação.
* Que critérios são usados para se excluir um crismando do curso? Afinal de contas existem jovens que faltaram o triplo de vezes que eu faltei.
Enfim, me senti perseguido, sofri discriminação, fui constrangido e injustiçado por uma instituição que julgava ser imparcial, justa e agregadora. O que vi não foi isso. Recorro a arquidiocese do Rio de Janeiro para que encontre uma explicação e uma justificativa digna e pertinente à minha exclusão do curso de Crisma. A indiferença do Padre frente à situação descrita acima me deixou boquiaberto e infelizmente manter-se indiferente a maior autoridade da paróquia frente a essa situação é inaceitável. Afinal de contas, casos de pedofilia e assédio sexual dentro da Igreja, envolvendo inclusive o clero, os jornais já estão cheios. Tenho fé de que alguma providência seja tomada, bem como eu, estou certo que a Igreja Católica busca fiéis e tementes a Deus de verdade e não Tartufos medíocres e dissimulados.