
Alerta "paradebate.blogspot.com" contra os maus tratos aos animais de circo. QUEREMOS UMA MAIOR FISCALIZAÇÃO NOS PICADEIROS!
Sou brasileiro, não sei nada sobre futebol. É com esse paradoxo que começo minha prosa. Há pouco tempo, tiro de meta pra mim, punha em risco a vida das pessoas sentadas nos estádios. Pênalti era um tombo muito forte de um jogador. Bandeirinha era de fato, a bandeirinha da lateral, aliás, fui saber há pouco tempo, bem pouco que lateral era uma posição no jogo. Volante era uma peça do carro e que a “barca passando” botava em risco os jogadores e o técnico além das gaivotas da Bahia de Guanabara, isso eu soube ano passado.
Que o futebol é cultura popular, é movimento de massa, isso todo mundo sabe. Que o Flamengo tem a maior torcida do mundo isso já é senso-comum. No mundo da redondinha do meio do campo, um apito, sinaliza começo do jogo e não “sinal fechou”, galo, urubu, pato e elefante são muito mais que animais, são mascotes de time, na verdade elefante eu não sei se é mascote não, mas poderia ser. FutSAL, não é futebol de praia, futebol na verdade se escreve footbal que na verdade é soccer. Mas soccer não era meia em inglês? Não Socker é meia. Meia, também é uma posição dentro de campo, aprendi com Camila Lopes. Lanterna é muito mais que um objeto em dias de apagão, lanterna é sinal de perigo e de inconstância, de final da classificação, de últimos lugares. Ainda que lugar em futebol seja algo abstrato.
Abstrato? Bom, aquelas relações que são feitas, entre jogar fora de casa e dentro de casa, Denilsonzinho já está com cartão vermelho nesse jogo e outras historias do tipo são algo surreal, muito mais que lógico, é matemático. E não é que conseguem transformar essas proposições em equações matemáticas e se encontrar um número? Ex: Clube de Regadas de Rocha Miranda tem 47% de chances de vencer o campeonato.
E aquela história de goleiro cobrar falta. Gol + leiro = Gol - radical + leiro – sufixo de profissão. Jornaleiro, aquele que vende jornal. Goleiro, aquele que impede o gol. E o que dois goleiros fazem na mesma área? Um deles teria virado a casaca no meio do jogo?
Eu não sei narrar um jogo. Só sei quando é gol. Mesmo assim quando não tem um estraga prazer que corre antes do outro jogador e deixa o passe em impedimento, isso eu não sei até hoje. A parada é gritar gol em segundo lugar, e se escapolir antes e for impedimento, discordar do lance pode ser uma boa saída! “Impedimento porra nenhuma, esse juiz fdp é ladrão”.
Eu vou pro Maraca, afinal o que move essa gente toda nos domingos? É pra ver os quero-queros no campo? Que lúdico! É pra ouvir palavrão? “Caralho!”, “porra!”, “filho da puta!”... acho que não. É pra ficar ouvindo as musiquinhas que o pessoal canta? Com métricas quase camonianas, versos em soneto praticamente. Talvez. Eu sei que depois elas viram toque de celular.
Ir pro Maracanã e assistir uma partida de futebol é sentir o espírito brasileiro, sentir a energia da massa, o calor humano, é gritar “ULLLLLLLLLLLLL” e querer que os outros entendam, “quase foi lá”. Futebol é o encontro das cores, é o duelo que todo brasileiro pára pra assistir. É uma dança sem música, a trilha sonora vem da galera, sedenta por gol. Bem mais que 90 minutos, é o significado de dois tempos pros fãs. Futebol pra mim é talento + sorte. É mais sorte que talento. É oportunidade, é berro, é raça, é paixão. Futebol pra mim é uma palavra, um esporte, um jogo que fez sucesso no Brasil. Isso pra mim... Porque pra 95% da população brasileira futebol é a vida, é o sangue, é felicidade é um sonho de moleque.
Futebol é uma arte, saber jogar e assistir a um jogo completo um dom. Se Deus dá determinados dons a determinadas pessoas, eu sei que talvez por essa razão eu escreva e faça miojo tão bem.
Ó Pátria amada idolatrada salve, salve! Salve as nossas criancinhas isso sim! Acho que nos últimos dois anos nada me chocou e comoveu tanto a sociedade brasileira quanto os crimes cruéis contra crianças inocentes. O aparato estatal de fato mais uma vez se mostra falido e insuficiente. Não há escolas, hospitais, tampouco oportunidades e ultimamente não se há mais respeito, nem por nossas crianças, nosso futuro.
Já se tornou casual ouvirmos falar de assassinatos de crianças, ontem uma é arrastada quilômetros, presa por um cinto de segurança de um carro pelas ruas do subúrbio do Rio até a morte, outra é jogada do sexto andar de um prédio
O pior é saber que essa polícia que mata e não nos traz qualquer segurança, até o contrário a mim ela me remete ao medo, é àquela mesma que se aposenta no final do ano e faz uns bicos no poder paralelo no ano seguinte, ou seja, ela não se aposenta, ela apenas deixa de ter a carteira assinada. POR ENQUANTO! Não duvido que daqui a uns anos, bandido tenha direito a fundo de garantia, PIS, férias, tenha direito a empréstimos consignados até pela Caixa Econômica, tenha acesso a todos os direitos que um profissional decente, qualificado, digno e de respeito têm, regidos pela CLT.. Ahhh Getúlio! Nossa constituição foi feita pra eles, os bandidos. É um tal de Habbeas Corpus, direito a prisão em regime semi-aberto, multinhas medíocres, cestas básicas que não põe medo
Nossa "Beautiful Police" não é bem remunerada, é despreparada – e isso não sou eu que estou dizendo – nosso caro amiguinho Beltrame, secretário de segurança do Rio que disse! E nosso governador parisiense? Ele está por aí, pela Europa, ou China, andando com aqueles triciclos motorizados hiper modernos usados pela polícia alemã.
Uma coisa é certa, o poder público e o paralelo estão a cada dia mais próximos, alias qual é qual? A roubalheira feita pelos chefões do tráfico, também é provida pelos chefões da Câmara dos Deputados (aaaa o Bolsa Escola), deputado tem palácio (ALERJ), traficante também, casas de oito quartos em Búzios e o cacete! A mão de obra do Estado também tem sido a mesma que prove terror e roubalheiras à população (òoo santas milícias!), o sargentão da PM de ontem é o sargentão do narcotráfico de hoje, com uma diferença, no tráfico ele ganha 10X mais! QUEEE TENTADORRR! Ou seja, o tráfico remunera melhor, dá estabilidade... mas não era o Estado que fazia isso, ou que deveria fazer? Têm concurso pra traficante? Enquanto o governo luta pra criar vagas de emprego, o tráfico o faz em dois minutos, e quantas vagas!! E os requisitos? Inglês? Domínio de softwares? Experiências anteriores? Não, apenas maldade e falta de respeito pelo próximo. Chego a seguinte conclusão: Porque os traficantes não treinam nossa polícia? Se o alvo principal não fossem os possíveis professores, bem que ter aulas por nossos rivais seria a solução perfeita, e se rolasse aquele dim dim pelas coxas, eles topariam certamente. Traficante atira pra matar a pessoa certa, já a polícia ultimamente nos provou que atira pra gastar munição e matar nossas criancinhas.
De João em João, e de Gabrielas, Isabelas nossa justiça se firma na lentidão e na impunidade, na injustiça, na irresponsabilidade, na bandidagem, na corrupção. De nomes, de uma lista de milhares deles são feitas nossas estatísticas. Nossa justiça não é justa, tarda e é falha. Nossa justiça não desmascara, esconde! Nada muda. Não se há perdão a quem mata. Não se acredita mais no judiciário, nem no executivo, tampouco no legislativo. Eu acredito sim, no poder paralelo. Esse sim vem me provando que é capitalista, forte e sustentado, infelizmente a cada roubo, furto, assassinato, troca de tiros, bala perdida, ele nos prova que quem governa nosso país não é a constituição, mas sim a ambição e a frieza que vem da Primeira dama de nossa nação: A Srª. Cocaína Maconha da Silva, uma mulher forte, que encanta e cega, formada em narcotráfico pela Universidad de
Quantos Joãos Hélios, Joãos Robertos ainda vão ter que ser sacrificados para ser tomada uma atitude? João o nome que é marca do Brasil e agora também, das estatísticas que contabilizam o número de mortos pela violência urbana em nossas cidades.
EU QUERO JUSTIÇA
Sabemos que o ciberespaço promove novas formas de conteúdo social em rede antes impossíveis sem as ferramentas tecnológicas disponíveis hoje. Para Margareth Werthern, estudiosa no assunto, o ciberespaço oferece identidades paralelas. “Na ontologia desses cibermundos, você é o personagem que cria... o simples fato de denominar ou descrever é tudo que é preciso para gerar um novo alter ego ou cibereu”. Bom trocando em miúdos, com esses novos softwares e programas que nos permitem acessar a rede internacional de computadores e entrar em sites de relacionamento, por exemplo, com repercussão mundial, como o orkut e/ou criar blog´s e fotolog´s, lugares virtuais de representação social, vos questiono: Vocês são vocês mesmos quando estão na internet?
Na internet podemos ser quem gostaríamos de ser, ser quem nunca seríamos, ser quem de fato somos ou de fato não ser ninguém. Uma multiplicidade de identidades promovidas e fundadas em chats, por exemplo. Homem e mulher, negro e branco, alto e baixo, bonito e feio? São meras características que te alvejam quando forem convenientes. Você é quem você quer ser. Esse mundo de fantasia que é decifrado por megabytes e gigabytes de memória se esconde uma espécie de máscara digital, fachadas que podem dar amplitude a uma grande variedade de expressão e ação, ou porque não têm acesso em suas vidas regulares, ou porque não se sentem à vontade para se manifestar realmente falando.
Nesse ciberespaço, espaços crescem como os “verdadeiros” locais de representação social. Os espaços público/privado se reconfiguram, e ascendem os sites em formatos de blog´s, fotolog´s, e os conhecidos e populares sites de relacionamento. A importância do olhar do outro na modernidade se dá através do reconhecimento, é ele quem “legitima” e dá garantias, que faz algo se tornar verdade. Para Fernanda Bruno, o olhar do outro de hoje, é diferente do de antigamente. No passado, o olhar tinha um cunho vigilante, o de hoje é o olhar legitimador. É evidente que hoje o outro, para muitos, tem sido muito importante para uma autoconfiança. Por essa razão, por exemplo, ficar na moda, e estar dentro dos padrões de beleza são duas coisas triviais, como se quem usasse bolsa Louis Vitton e tivesse o rostinho de Gisele Budchen fosse totalmente feliz e auto firmado. O olhar do outro diz muita coisa hoje em dia, aliás, parece ser exatamente ele que nos faz buscar um padrão do viver. Agora me pergunto, antes porque será que todos os índios usavam tangas? Porque eles não eram criativos? Porque as lojas em que eles compravam-nas não vendiam peças exclusivas? Ou porque de fato o olhar do outro pouco lhes importava? É, acho que a resposta é meio óbvia né. Como dito no começo do texto, “o ciberespaço promove novas formas de conteúdo social” é eu até tinha dúvida, agora tenho certeza.